Dia Mundial dos Refugiados e a pandemia da miséria

Com a pandemia do coronavírus, outras pandemias também atingiram a população. Resumiria essas “outras” pandemias com a expressão “Pandemia da Miséria”. Aumentou a desigualdade social em nosso país. Pobres mais pobres e ricos cada vez mais ricos.

No Dia mundial dos Refugiados, dia para a conscientização da realidade desta população no mundo todo, não podemos fechar os olhos para as dificuldades potencializadas que hoje enfrentam milhares de pessoas que se encontram em situação de refúgio em nosso país.

A integração local e os meios de vida sempre foram os maiores desafios enfrentados. A empregabilidade e a geração de renda é a garantia de uma vida digna. Mas como garantir a dignidade humana num país marcado por uma “necropolítica”? Como falar de empregabilidade se a taxa de desemprego no Brasil bateu recorde de 14,7% no primeiro trimestre deste ano? Como pensar em geração de renda diante da ausência de políticas púbicas federais, estaduais e municipais que só pensam em programas de transferência de renda e não no acesso ao mundo do trabalho?

Em sua Carta Encíclica Frateli Tutti – “Sobre a Fraternidade e a Amizade Social” – o Papa Francisco dedica o capítulo IV à realidade da pessoa migrante. Afirma ele “quando o próximo é uma pessoa migrante, sobrevêm desafios complexos. E continua, “é preciso que os Estados estejam abertos às diferenças e que possam dar respostas indispensáveis, sobretudo em benefício daqueles que fogem de graves crises humanitárias”.

O Dia Mundial dos Refugiados é uma oportunidade de refletir e aprofundar qual o significado mais profundo que se deve dar à palavra “acolhida”, e quais as implicações concretas dessa atitude de acolher as pessoas que se encontram em situação de refúgio.

 

Pe. Marcelo Maróstica Quadro

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